sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ao meu querido vão


É essa presença constante da tua infinita ausência que me amarga a doce vida.
Não sei acordar e não perceber que você, por um reles engano do destino, não está aqui ao meu lado.
Não sei fingir que as segundas não seriam melhores se eu te tivesse aos domingos.
É essa posse do que nunca esteve em minhas mãos que tanto me dói.
Pensar que perdi o sentimento que jamais achei em você.
Sinto praticamente saudades do que eu nunca conheci e lamento a morte de um sentimento nunca nascido.
Talvez um dia você resolva perceber que o grande vão entre meus braços tem nome... e é o teu nome!

terça-feira, 15 de março de 2011

E foram felizes para sempre...


Como assim “e foram felizes para sempre”? O que será que acontece depois que esse bordão surge nas histórias da nossa infância? Quer dizer que os príncipes, as princesas e até os anõezinhos não pagam impostos, não pegam fila no supermercado e nem mesmo tem de agüentar o horário político eleitoral? Sinto decepcionar suas ilusões da infância, mas acho que fomos enganados pelos escritores, uma vez que, calcule comigo, ‘pra sempre’ quer dizer que eles duram até hoje certo? E se eles ainda existem como podem ser felizes com toda essa poluição, corrupção, falta de humanidade, ateísmo, com todo o sensacionalismo, com a ganância e a difamação? Acho sinceramente que o fim mais feliz que esses pobres personagens poderiam ter seria morrer de uma vez, antes de o homem ‘civilizado’ chegar e estragar tudo. Já imaginou, no novo fim de Rapunzel: ...então o príncipe encantado pede a sua amada Rapunzel que lhe jogue as tranças, pois ele esqueceu as chaves, e em meio a uma penosa subida Rapunzel tropeça e despenca de uma linda torre de 35m, levando consigo ao chão seu amado príncipe... Traumatismo craniano, caixões de ouro, velório duplo (hum que romântico), um enterro digno de realezas e enfim o ‘felizes para sempre’ em um cemitério florido, claro.