terça-feira, 15 de março de 2011

E foram felizes para sempre...


Como assim “e foram felizes para sempre”? O que será que acontece depois que esse bordão surge nas histórias da nossa infância? Quer dizer que os príncipes, as princesas e até os anõezinhos não pagam impostos, não pegam fila no supermercado e nem mesmo tem de agüentar o horário político eleitoral? Sinto decepcionar suas ilusões da infância, mas acho que fomos enganados pelos escritores, uma vez que, calcule comigo, ‘pra sempre’ quer dizer que eles duram até hoje certo? E se eles ainda existem como podem ser felizes com toda essa poluição, corrupção, falta de humanidade, ateísmo, com todo o sensacionalismo, com a ganância e a difamação? Acho sinceramente que o fim mais feliz que esses pobres personagens poderiam ter seria morrer de uma vez, antes de o homem ‘civilizado’ chegar e estragar tudo. Já imaginou, no novo fim de Rapunzel: ...então o príncipe encantado pede a sua amada Rapunzel que lhe jogue as tranças, pois ele esqueceu as chaves, e em meio a uma penosa subida Rapunzel tropeça e despenca de uma linda torre de 35m, levando consigo ao chão seu amado príncipe... Traumatismo craniano, caixões de ouro, velório duplo (hum que romântico), um enterro digno de realezas e enfim o ‘felizes para sempre’ em um cemitério florido, claro.

Um comentário:

  1. O “foram felizes para sempre” é muito mais do que uma comprovação de que as pessoas tem preguiça de pensar e que são induzidas a isso desde pequenas, é também um padrão ao qual induzem as mulheres a acreditarem que não são autosuficientes para procurar sua felicidade, independência, etc... É um axioma de que TEMOS QUE SER submissas ao homem. Adorei o texto! ;)

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